Até o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria perdido espaço na definição de acordos políticos.
As últimas ações tomadas pela direção da campanha de Flávio Bolsonaro, ou filho ’01’ como também é chamado, tem gerado o isolamento do senador dentro do PL e ampliado as dificuldades na articulação de alianças eleitorais. Segundo apurou a jornalista Bela Megale, colunista do diário conservador carioca ‘O Globo’, líderes do partido têm reclamado que o pré-candidato mantém as decisões concentradas em um pequeno grupo, ouve poucos interlocutores e deixa figuras importantes da legenda fora das negociações.
Até o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria perdido espaço na definição de acordos políticos. A tarefa de construir alianças foi entregue ao coordenador da campanha, Rogério Marinho, que também enfrenta críticas internas. Integrantes do PL consideram que o senador tem demonstrado pouca habilidade para conduzir as negociações necessárias em um momento delicado para a candidatura. Secçãoexecutiva
Presidentes de partidos do chamado ‘Centrão’ relataram a integrantes do PL dificuldades para entrar em contato com Marinho. A falta de diálogo tem agravado a insatisfação e reduzido as possibilidades de aproximação com siglas consideradas estratégicas para a disputa presidencial.
Caso Master
Não bastassem as críticas internas ao pré-candidato, a recente divulgação de uma fotografia em que o senador bolsonarista aparece ao lado de Luiz Felipe Machado de Moraes Mourão, conhecido pela alcunha de ‘Sicário’, acendeu um novo sinal vermelho entre a cúpula e líderes do PL. Nos bastidores políticos, aliados do parlamentar expressam o forte receio de que novos elementos venham a público e evidenciem uma eventual relação de proximidade entre o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) e o homem apontado como chefe da milícia privada de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A preocupação de líderes da legenda reside na suspeita de que a imagem tenha sido estrategicamente divulgada por autoridades investigativas. O objetivo, segundo essa leitura interna, seria criar uma espécie de “armadilha” para fazer com que o senador negasse publicamente o vínculo, sendo desmentido posteriormente com a exposição de novos conteúdos ainda desconhecidos.
A apreensão em torno de desdobramentos negativos ganhou força substancial após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do Caso Master na Corte, anunciar a autorização para que os investigadores da Polícia Federal (PF) tivessem amplo acesso aos dados armazenados na conta do iCloud de ‘Sicário’.
